Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Embolia pulmonar - 2

Diagnóstico

 

O médico pode suspeitar da existência de embolia pulmonar baseando-se nos sintomas e nos factores de predisposição de uma pessoa. No entanto, há com frequência necessidade de certos procedimentos para poder confirmar o diagnóstico.
Uma radiografia do tórax pode revelar alterações ligeiras nas estruturas dos vasos sanguíneos após a embolia e alguns sinais de enfarte pulmonar. No entanto, as radiografias do tórax são, frequentemente, normais e inclusive, quando não o são, é raro confirmarem a embolia pulmonar.

Um electrocardiograma pode mostrar alterações, mas com frequência estas são transitórias e apoiam simplesmente a possibilidade de uma embolia pulmonar.

Efectua-se, frequentemente, um exame de perfusão (cintigrafia ou gamagrafia). Para isso injecta-se numa veia uma substância radioactivo que passa para os pulmões, onde se observa o fornecimento de sangue pulmonar (perfusão). Na imagem aparecem, a escuro, as áreas que não recebem um fornecimento normal porque não lhes chega nenhuma partícula radioactiva. Os resultados normais do exame indicam que a pessoa não sofre de uma obstrução significativa do vaso sanguíneo, mas os resultados anormais podem dever-se também a causas alheias à embolia pulmonar.

Geralmente, a cintigrafia de perfusão associa-se à cintigrafia inalatória ou de ventilação pulmonar. A pessoa inala um gás inócuo que contém uma marca de material radioactivo que se distribui uniformemente pelos pequenos sacos de ar dos pulmões (alvéolos). Nas imagens aparecem as áreas onde se troca o oxigénio. O médico pode, geralmente, determinar se a pessoa tem uma embolia pulmonar, comparando este resultado com o modelo obtido no exame de perfusão (que indica o fornecimento de sangue). Uma zona com embolia mostra uma ventilação normal, mas uma perfusão diminuída.

A arteriografia pulmonar é o método mais preciso para diagnosticar uma embolia pulmonar, mas envolve algum risco e é mais incómoda que outros exames. Consiste em injectar na artéria uma substância de contraste (visível na radiografia) que flui até às artérias do pulmão. A embolia pulmonar aparece na radiografia como uma obstrução arterial.

Podem efectuar-se exames complementares para averiguar a origem do êmbolo.

 

 

Prognóstico

 

As probabilidades de falecer por causa da embolia pulmonar dependem do tamanho do êmbolo, do tamanho e do número das artérias pulmonares obstruídas e do estado de saúde do doente. O risco de embolia é maior em pessoas com perturbações cardíacas ou pulmonares graves. Geralmente, sobrevivem as pessoas com uma função cardíaca e pulmonar normais, a menos que o êmbolo obstrua metade ou mais dos vasos pulmonares. A embolia pulmonar grave causa a morte no prazo de uma ou duas horas.

Aproximadamente 50 % das pessoas com embolia pulmonar não tratada podem ter outra no futuro. Cerca metade destas recidivas podem ser mortais. O tratamento com fármacos que inibem a coagulação (anticoagulantes) pode reduzir a frequência das recidivas em um de cada 20 casos.

 

 

Prevenção

 

Utilizam-se vários meios para impedir a formação de coágulos nas veias das pessoas com risco de embolia pulmonar. Para os doentes em período pós-operatório, especialmente se já são de idade, recomenda-se o uso de meias elásticas, exercícios para as pernas, deixar a cama e recomeçar a actividade o mais cedo possível.

Desta maneira, diminui o risco de formação de coágulos. As meias de compressão para as pernas, concebidas para activar a circulação do sangue, reduzem a formação de coágulos na barriga da perna e, por conseguinte, diminuem a frequência de embolia pulmonar.

A heparina (um anticoagulante) é o tratamento mais amplamente utilizado, depois da cirurgia, para diminuir as probabilidades de formação de coágulos nas veias da barriga das pernas.

Injecta-se em doses baixas, por debaixo da pele, imediatamente antes da intervenção e durante os 7 dias seguintes. A heparina pode causar hemorragias e atrasar a cura, daí que a sua administração seja reservada a doentes com alto risco de desenvolver coágulos e aos que sofrem de insuficiência cardíaca, choque ou uma doença pulmonar crónica.

Habitualmente, trata-se de pessoas obesas com antecedentes de coágulos. A heparina não se utiliza nas operações relacionadas com a coluna vertebral ou o cérebro, dado que o risco de hemorragias nestas zonas é muito elevado.

Podem administrar-se doses baixas de heparina a pessoas hospitalizadas com alto risco de desenvolver embolia pulmonar, mesmo que não se submetam a cirurgia.

O dextrano, que se administra por via endovenosa, também ajuda a prevenir os coágulos mas, assim como a heparina, pode causar hemorragias.

A varfarina pode administrar-se por via oral em algumas intervenções cirúrgicas particularmente propensas a causar coágulos, como a reparação da fractura da anca ou a substituição desta articulação. A terapia com varfarina pode prolongar-se durante várias semanas ou meses.

 

 

 

 

Causas que predispõem à coagulação


É possível que não se conheça a causa da coagulação do sangue nas veias, mas muitas vezes existem certos factores óbvios de predisposição. Esses factores consistem em:

Cirurgia
Repouso prolongado na cama ou inactividade (como estar sentado durante muito tempo num automóvel ou a viajar de avião)
Icto (enfarte cerebral)
Ataque cardíaco
Obesidade
Fractura da bacia ou da perna
Aumento da tendência coagulante do sangue (por exemplo, devido a certas formas de cancro, ao uso de anticoncepcionais orais e por causa de uma deficiência hereditária de um inibidor da coagulação do sangue)

                       


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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Embolia pulmonar - 1

 

Um êmbolo é, geralmente, um coágulo sanguíneo (trombo), mas podem também existir êmbolos gordos, de líquido amniótico, da medula óssea, um fragmento de tumor ou uma bolha de ar que se desloca através da corrente sanguínea até obstruir um vaso sanguíneo. A embolia pulmonar é a obstrução repentina de uma artéria pulmonar causada por um êmbolo.

De modo geral, as artérias não obstruídas podem enviar sangue suficiente até à zona afectada do pulmão para impedir a morte do tecido. No entanto, em caso de obstrução dos grandes vasos sanguíneos ou quando se sofre de uma doença pulmonar preexistente, pode ser insuficiente o volume de sangue fornecido para evitar a morte do tecido, o que pode acontecer em 10 % das pessoas com embolia pulmonar; é a situação conhecida como enfarte pulmonar.

O dano é reduzido ao mínimo quando o organismo desfaz rapidamente os pequenos coágulos. Os grandes demoram mais tempo a desintegrarem-se e, portanto, a lesão será maior. Daí que os coágulos grandes possam causar morte súbita.            

 

 

 

Causas

 

O tipo mais frequente de êmbolo é um trombo que se formou habitualmente numa veia da perna ou da pélvis.  Os coágulos tendem a formar-se quando o sangue circula lentamente ou não circula de todo. Isto pode ocorrer nas veias das pernas de alguém que permanece na mesma posição durante muito tempo, podendo desprender-se o coágulo quando a pessoa começa a mover-se novamente. É menos frequente que os coágulos comecem nas veias dos braços ou no lado direito do coração. No entanto, uma vez que o coágulo formado numa veia se liberta e passa para a corrente sanguínea, é habitual que se desloque para os pulmões.

Quando se fractura um osso, pode formar-se outro tipo de êmbolos a partir da gordura que sai da medula óssea e passa para o sangue. Também pode formar-se um êmbolo de líquido amniótico durante o parto. No entanto, os êmbolos gordos e os de líquido amniótico são formas raras de embolia e, no caso de se formarem, alojam-se nos pequenos vasos como as arteríolas e os capilares do pulmão. Quando se obstruem muitos destes vasos, pode produzir-se a síndroma de insuficiência respiratória do adulto.

 

 

Sintomas 

 

 

 

 

 

 

 

É possível que os pequenos êmbolos não causem sintomas, mas a maioria provoca

dispneia. Este pode ser o único sintoma, especialmente quando não se produz o enfarte. A respiração é, frequentemente, muito rápida; a ansiedade e a agitação podem ser acentuadas e o afectado pode manifestar sintomas de um ataque de ansiedade. Pode aparecer uma dor torácica aguda, especialmente quando a pessoa respira profundamente; este tipo de dor chama-se dor torácica pleurítica.

 

Os primeiros sintomas em algumas pessoas podem ser naúseas, desfalecimentos ou convulsões. Estes sintomas são, geralmente, o resultado, por um lado, de uma diminuição brusca da capacidade do coração para fornecer sangue oxigenado suficiente ao cérebro e a outros órgãos e, por outro lado, de um ritmo cardíaco irregular. As pessoas com oclusão de um ou de mais dos grandes vasos pulmonares podem ter a pele de cor azulada (cianose) e falecer de repente.

O enfarte pulmonar produz tosse, expectoração raiada de sangue, dor torácica aguda ao respirar e febre. Geralmente, os sintomas de embolia pulmonar desenvolvem-se de forma brusca, enquanto os sintomas de enfarte pulmonar se produzem em horas. Com frequência, os sintomas do enfarte duram vários dias, mas habitualmente diminuem de forma progressiva.

 

Nas pessoas com episódios recorrentes de pequenos êmbolos pulmonares, os sintomas como falta de ar crónica, inchaço dos tornozelos ou das pernas e debilidade, tendem a desenvolver-se de forma progressiva ao longo de semanas, meses ou anos.

 

 

       

 

 

 


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Sábado, 20 de Junho de 2009
IVG aumenta em Portugal

Numa reportagem realizada pela agência Lusa foram contactados vários responsáveis clínicos e todos são unânimes em considerar que a crise económica, e os receios do seu impacto num eventual aumento da família, podem estar a contribuir para o crescimento do número de IVG.

Só no Hospital Dr. Fernando Fonseca (conhecido como “Hospital Amadora Sintra”), que serve 700 mil habitantes, dos quais uma significativa parte tem dificuldades socioeconómicas, as IVG aumentaram cerca de 23% em relação a igual período no ano passado, enquanto os nascimentos estão a diminuir.

Nos primeiros quatro meses deste ano foram realizadas 663 IVG através desta instituição.

O administrador daquele hospital, Artur Vaz, não hesita em atribuir este aumento à crise e aos "receios de assumir uma gravidez não planeada" em "cenários de instabilidade económica".

A mesma mensagem foi corroborada pela directora da Clínica dos Arcos, onde são realizados milhares de IVG encaminhadas pelos hospitais públicos, pelo director executivo da Associação para o Planeamento da Família (APF), Duarte Vilar, e pelo director da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), Jorge Branco.

A agência Lusa refere ter solicitado os números de IVG realizadas a nível nacional à Direcção-Geral de Saúde (DGS), mas este organismo do Ministério da Saúde remeteu para o balanço que será apresentado em finais de Julho.

 



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Terça-feira, 16 de Junho de 2009
IPO - Norte

 

 

IPO do Porto lidera índices nacionais de satisfação ao nível do internamento
No estudo sobre a satisfação dos doentes em diferentes instituições, citado pela agência Lusa, no ano de 2008, o IPO do Porto foi considerado líder nacional da qualidade e satisfação dos doentes no que respeita ao internamento.

Além do lugar cimeiro que ocupa na tabela deste estudo, o IPO do Porto referiu, em comunicado, que registou ainda uma maior eficiência em todos os dados analisados relativamente aos resultados obtidos no estudo similar anterior, que tinha sido efectuado no ano de 2005.

 


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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
Obesidade infantil causa alterações de respiração durante o sono

 

As crianças com um perímetro abdominal aumentado têm maiores probabilidades de sofrerem de alterações de respiração durante o sono, uma condição que está associada a problemas comportamentais, hiperactividade e dificuldades em permanecerem acordados na escola, revela um estudo publicado na revista “SLEEP”.

As alterações de respiração durante o sono podem variar de ligeiras a graves, de acordo com o American Academy College of Sleep. Os casos ligeiros poderão ser marcados por um ressonar persistente devido a características anatómicas, como a sinusite crónica, a rinite e rinorreia. Os casos mais graves poderão incluir apneia do sono obstrutiva, uma condição potencialmente perigosa, caracterizada pela interrupção cíclica da respiração. Cada pausa de respiração tem tipicamente um período de duração de 10 a 20 segundos e pode ocorrer 20 a 30 vezes por hora.

De forma a estudar o efeito da obesidade nas alterações da respiração durante o sono, os investigadores da Penn State University College of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de 70 crianças com idades compreendidas entre os cinco e os 12 anos. A todas as crianças foi realizado um exame físico e o seu sono foi monitorizado durante nove horas, com recurso a um polissonograma, aparelho que mede a actividade eléctrica do cérebro, a actividade cardíaca, a respiração e a saturação de oxigénio.

Os resultados do estudo indicaram que 25% das crianças sofriam de ligeiras alterações de respiração durante o sono e que 1,2% delas sofriam de alterações moderadas, definidas como cinco ou mais pausas na respiração por hora. Foi ainda verificado que mais de 15% das crianças ressonavam.

Os cientistas constataram que as crianças que sofriam de alterações de respiração durante o sono tinham um índice de massa corporal e um perímetro abdominal superiores aos das crianças que não apresentavam alterações na respiração. Ao contrário dos adultos, um perímetro do pescoço aumentado não é, nas crianças, factor predisponente para sofrer de alterações de respiração durante o sono, revelou também o estudo.

Até recentemente, acreditava-se que a maior parte das alterações de respiração durante o sono eram causadas pelo facto de as crianças terem amígdalas ou adenóides aumentadas. Este estudo não encontrou, no entanto, nenhuma relação entre o tamanho das amígdalas e os problemas de respiração. Contudo, a obesidade poderá ter um papel importante as alterações do sono, acentuou Edward O. Bixler, o líder do estudo, ao sítio HealthDay.

 


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Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Perturbações das veias e dos linfáticos

 

As veias levam o sangue de todos os órgãos até ao coração. Os problemas principais das veias são a inflamação, a coagulação e os defeitos que conduzem à dilatação e às varizes. O sistema linfático consiste em vasos de paredes finas que se encarregam de drenar fluidos, proteínas, minerais, nutrientes e outras substâncias de todos os órgãos para o interior das veias. Este sistema faz com que o líquido passe através dos gânglios linfáticos, que fornecem uma protecção contra a disseminação das infecções ou do cancro, e, finalmente, o seu conteúdo esvazia-se dentro do sistema venoso do pescoço. As principais perturbações do sistema linfático ocorrem quando os vasos são incapazes de conter o volume de líquido que circula no seu interior e quando se obstruem por causa de um tumor ou de uma inflamação.

As pernas contêm dois grupos principais de veias: as superfíciais, localizadas na camada gorda por debaixo da pele, e as profundas, localizadas nos músculos. Existem veias curtas que ligam as superficiais com as profundas. Normalmente, a pressão do sangue em todas as veias é baixa; e nas pernas, esta pressão baixa pode representar um problema. Quando uma pessoa está de pé, o sangue deve circular das veias das pernas para cima até chegar ao coração. As veias profundas desempenham um papel crucial na propulsão do sangue para cima, uma vez que ao estarem localizadas dentro dos poderosos músculos da barriga da perna, estas veias são profundamente comprimidas em cada passada. Tal como quando se aperta um tubo de pasta dentífrica, assim a compressão das veias profundas empurra o sangue para cima. Estas veias transportam 90 % ou mais do sangue que vai das pernas para o coração.

Para manter este sentido ascendente do fluxo sanguíneo, as veias profundas contêm válvulas de uma só direcção. Cada válvula é formada por duas metades (cúspides) cujos bordos fazem contacto entre si. O sangue empurra as cúspides, que se abrem como um par de portas giratórias; mas quando o sangue tende a regressar na direcção oposta, forçado pelo gravidade, empurra as cúspides de modo que estas se fechem.

As veias superficiais têm o mesmo tipo de válvulas, mas não estão sujeitas a nenhuma pressão porque não estão rodeadas por músculos. Por isso, o sangue das veias superficiais flui mais lentamente do que o sangue das veias profundas. Grande parte do fluxo sanguíneo que circula pelas veias superficiais é desviado para as profundas através de veias curtas que ligam os dois sistemas.

Válvulas unidireccionais nas veias

Estas duas ilustrações mostram o funcionamento das válvulas nas veias. A ilustração da esquerda mostra as válvulas abertas por efeito da corrente sanguínea normal; na ilustração da direita as válvulas estão fechadas pelo efeito do refluxo de sangue. 
                                                         
 


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Domingo, 31 de Maio de 2009
Dia Mundial Sem Tabaco


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Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Doença das artérias coronárias

 

A doença das artérias coronárias caracteriza-se pela acumulação de depósitos de gordura nas células que revestem a parede de uma artéria coronária e, em consequência, obstruem a passagem do sangue.

Os depósitos de gordura (chamados ateromas ou placas) formam-se gradualmente e desenvolvem-se irregularmente nos grandes troncos das duas artérias coronárias principais, as que rodeiam o coração e lhe fornecem o sangue. Este processo gradual é conhecido como aterosclorose.  Os ateromas provocam um espessamento que estreita as artérias. Quando os ateromas aumentam, alguns rebentam e ficam fragmentos livres na circulação sanguínea ou então formam pequenos coágulos sanguíneos sobre a sua superfície.

Para que o coração se contraia e bombeie o sangue normalmente, o músculo cardíaco (miocárdio) requer uma provisão contínua de sangue rico em oxigénio que as artérias coronárias lhe proporcionam. Porém, quando a obstrução de uma artéria coronária vai aumentando, pode desenvolver-se uma isquemia (fornecimento de sangue inadequado) do músculo cardíaco que causa lesões graves. A causa mais frequente de isquemia do miocárdio é a doença das artérias coronárias. As complicações principais desta doença são a angina de peito e o ataque cardíaco (enfarte de miocárdio).

A doença das artérias coronárias afecta pessoas de todas as etnias, mas a sua incidência é particularmente elevada entre os Brancos. No entanto, a etnia em si mesma não parece ser um factor tão importante como o hábito de vida de cada indivíduo. Uma dieta com um alto conteúdo em gordura, o hábito de fumar e uma vida sedentária aumentam o risco de doença das artérias coronárias.

Nos países desenvolvidos, as doenças cardiovasculares são a causa principal de morte entre as pessoas de ambos os sexos, sendo a doença das artérias coronárias a causa principal das doenças cardiovasculares. O índice de mortalidade é influenciado tanto pelo sexo, como pelo grupo étnico; é mais elevado nos homens do que nas mulheres, sobretudo nos de idade compreendida entre os 35 e os 55 anos. Depois dos 55 anos, o índice de mortalidade no sexo masculino diminui, enquanto nas mulheres continua numa tendência ascendente. Em comparação com os Brancos, os índices de mortalidade entre os Pretos são mais elevados até aos 60 anos e os das mulheres negras são mais elevados até à idade de 75 anos.

 

             MANUAL MERCK  para a Família

 

 


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publicado por tudoanorte às 17:10
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Campanha Euromelanoma realiza rastreios grátis ao cancro da pele


Este é um projecto que conta com o apoio da Academia Europeia de Dermatologia e que se realiza anualmente desde 2000 em 26 países da Europa, incluindo Portugal. Este projecto abrange campanhas de prevenção junto de escolas e rastreios gratuitos à pele.


O rastreio à pele estará disponível nos serviços de dermatologia de hospitais e centros de saúde de todo país no dia 27 de Maio.


De acordo com Osvaldo Correia, secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, o número de casos de melanoma tem aumentado, mas o facto de se estar mais atento a este problema tem permitido detectar estes tumores atempadamente. No rastreio do ano passado, foram examinadas 1.254 pessoas e foram detectadas 618 lesões suspeitas, das quais 26% eram melanomas.


Todos os anos são diagnosticados dez mil novos casos de cancro da pele em Portugal, dos quais cerca de 20% acabam por ser mortais. Por essa razão, e de acordo com declarações de Osvaldo Correia à agência Lusa, "estas campanhas são muito importantes para sensibilizar as pessoas para a importância de se prevenirem contra os efeitos nefastos do sol e, assim, poderem adoptar os comportamentos mais adequados".

 


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publicado por tudoanorte às 14:20
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Aterosclerose

 

 

 

Aterosclerose é um termo geral que designa várias doenças nas quais se verifica espessamento e perda de elasticidade da parede arterial. A mais importante e a mais frequente destas doenças é a aterosclerose, na qual a substância gorda se acumula por baixo do revestimento interno da parede arterial.

A aterosclerose afecta as artérias do cérebro, do coração, dos rins, de outros órgãos vitais e dos braços e das pernas. Quando a aterosclerose se desenvolve nas artérias que alimentam o cérebro (artérias carótidas), pode produzir-se um icto; quando se desenvolve nas artérias que alimentam o coração (artérias coronárias), pode produzir-se um enfarte do miocárdio.

Na maioria dos países ocidentais, a aterosclerose é a doença mais frequente e a causa principal de morte, representando o dobro das mortes por cancro e 10 vezes mais do que por acidentes. Apesar dos avanços médicos significativos, a doença das artérias coronárias (que é causada pela aterosclerose e que provoca os enfartes) e o icto aterosclerótico são responsáveis por mais mortes do que todas as outras causas juntas.

 

 

Causas

 

A aterosclerose inicia-se quando alguns glóbulos brancos, chamados monócitos, migram da corrente sanguínea para o interior da parede da artéria e transformam-se em células que acumulam substâncias gordas. Com o tempo, estes monócitos carregados de gordura acumulam-se e produzem espessamentos, distribuídos irregularmente pelo revestimento interno da artéria. Cada zona de espessamento (chamada placa aterosclerótica ou de ateroma) enche-se de uma substância mole parecida com o queijo, formada por diversas substâncias gordas, principalmente colesterol, células musculares lisas e células de tecido conjuntivo. Os ateromas podem localizar-se em qualquer artéria de tamanho grande e médio, mas geralmente formam-se onde as artérias se ramificam (presumivelmente porque a turbulência constante destas zonas, que lesa a parede arterial, favorece a formação do ateroma).

As artérias afectadas pela aterosclerose perdem a sua elasticidade e, à medida que os ateromas crescem, tornam-se mais estreitas. Além disso, com o tempo, as artérias acumulam depósitos de cálcio que podem tornar-se frágeis e rebentar. Então, o sangue pode entrar num ateroma rebentado, aumentando o seu tamanho e diminuindo ainda mais o lume arterial. Um ateroma rebentado também pode derramar o seu conteúdo gordo e desencadear a formação de um coágulo sanguíneo (trombo). O coágulo estreita ainda mais a artéria e inclusive pode provocar a sua oclusão ou então desprende-se e passa ao sangue até chegar a uma artéria mais pequena, onde causará uma oclusão (embolia).

 

 

Sintomas

 

Geralmente, a aterosclerose não produz sintomas até estreitar gravemente a artéria ou causar uma obstrução súbita. Os sintomas dependem do local onde se desenvolve a aterosclerose: o coração, o cérebro, as pernas ou quase em qualquer parte do organismo.

Uma vez que a aterosclerose diminui de modo considerável o lume de uma artéria, as zonas do organismo que esta alimenta podem não receber sangue suficiente e, como consequência, o oxigénio necessário. O primeiro sintoma do estreitamento de uma artéria pode ser uma dor ou uma cãibra nos momentos em que o fluxo de sangue é insuficiente para satisfazer as necessidades de oxigénio. Por exemplo, durante um exercício, uma pessoa pode sentir dor no peito (angina), devido à falta de oxigénio no coração; ou, enquanto caminha, podem aparecer cãibras nas pernas (claudicação intermitente) devido à falta de oxigénio nas extremidades. Estes sintomas desenvolvem-se gradualmente à medida que o ateroma aperta a artéria. No entanto, quando se verifica uma obstrução súbita, os sintomas aparecem imediatamente (por exemplo, quando um coágulo sanguíneo se encrava numa artéria).

 

 

Factores de risco

 

O risco de desenvolver aterosclerose aumenta com a hipertensão arterial, os altos valores de colesterol, o tabagismo, a diabetes, a obesidade, a falta de exercício e a idade avançada. Ter um familiar próximo que tenha desenvolvido aterosclerose numa idade ainda jovem também aumenta o risco. Os homens têm um maior risco de sofrer desta doença do que as mulheres, embora depois da menopausa o risco aumente nas mulheres e finalmente iguala-se ao dos homens.

As pessoas com homocistinúria, uma doença hereditária, desenvolvem ateromas com grande facilidade, sobretudo na idade juvenil.

A doença afecta muitas artérias, mas não as artérias coronárias que alimentam o coração. Pelo contrário, na hipercolesterolemia familiar hereditária, os valores extremamente elevados de colesterol no sangue provocam a formação de ateromas nas artérias coronárias muito mais do que nas outras artérias.

 

 

Prevenção e tratamento

 

Para prevenir a aterosclerose, devem eliminar-se os factores de risco controláveis, como os valores elevados de colesterol no sangue, a pressão arterial alta, o consumo de tabaco, a obesidade e a falta de exercício. Assim, dependendo dos factores de risco específicos de cada pessoa, a prevenção consistirá em diminuir os valores de colesterol , diminuir a pressão arterial , deixar de fumar, perder peso e fazer exercício.

Felizmente, tomar medidas para levar a cabo alguns destes objectivos ajuda a levar a cabo outros. Por exemplo, fazer exercício ajuda a perder peso, o que, por sua vez, ajuda a diminuir os valores do colesterol e da pressão arterial, do mesmo modo que deixar de fumar ajuda a baixar os valores do colesterol e da pressão arterial.

O hábito de fumar é particularmente perigoso para as pessoas que já têm um risco elevado de sofrer doenças cardíacas. Fumar cigarros diminui a concentração do colesterol bom, ou colesterol com lipoproteínas de alta densidade (HDL), e aumenta a concentração do colesterol mau, ou colesterol com lipoproteínas de baixa densidade (LDL). O colesterol também aumenta o valor do monóxido de carbono no sangue, o que pode aumentar o risco de lesões do revestimento da parede arterial e, além disso, contrai as artérias já estreitadas pela aterosclerose e, portanto, diminui a quantidade de sangue que chega aos tecidos. Por outro lado, fumar aumenta a tendência do sangue a coagular, o que aumenta o risco de doença arterial periférica, doença das artérias coronárias, icto e obstrução de um enxerto arterial depois de uma intervenção cirúrgica.

O risco que um fumador corre de desenvolver uma doença das artérias coronárias está directamente relacionado com a quantidade de cigarros que fuma diariamente. As pessoas que deixam de fumar correm metade dos riscos das que continuam a fumar (independentemente de quanto tenham fumado antes de abandonar o hábito). Deixar de fumar também diminui o risco de morte após uma cirurgia de revascularização coronária (bypass) ou de um enfarte. Também diminui a incidência de doenças em geral e o risco de morte em doentes com aterosclerose em artérias diferentes das que alimentam o coração e o cérebro.

Definitivamente, o melhor tratamento para a aterosclerose é a prevenção. Quando a aterosclerose se torna suficientemente grave para causar complicações, devem tratar-se as próprias complicações (angina de peito, enfarte, arritmias, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, icto ou obstrução das artérias periféricas).

 

 

           Manual Merck para a Família

 

                                   
 


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publicado por tudoanorte às 15:52
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